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Duque de Caxias pode ganhar Centro de Cultura Nordestina

Duque de Caxias pode ganhar o maior centro de cultura nordestina da Baixada. Esta é a vontade do prefeito Alexandre Cardoso que quer transformar o atual espaço do Forró na Feira, em um ponto de encontro cultural para atender a população oferecendo opções gastronômica, musical, de artesanato e de literatura de cordel. A notícia foi dada neste domingo (21/6), aos barraqueiros e frequentadores do local, durante um teste de som feito por uma equipe da secretaria municipal de Meio Ambiente, para avaliar o volume que não incomode moradores e os pacientes do hospital Daniel Lipp. O teste de som, autorizado pela Justiça foi feito das 13h às 17h, com intervalos de meia hora a cada hora de som.

O Forró na Feira, que ocupa um grande espaço na Avenida Presidente Vargas junto à estação ferroviária há 19 anos, teve seu movimento reduzido por causa da determinação da Justiça que proibiu desde o dia 8 de maio, o uso de som. Com isso, os grupos de forró e pagode que se apresentavam nos finais de semana, e atraíam cerca de cinco mil pessoas, deixaram de fazer shows. Com quase um milhão de habitantes Duque de Caxias abriga em seus quatro distritos, quase 50% de moradores das regiões Norte e Nordeste que vieram em busca de dias melhores.

O prefeito Alexandre Cardoso visitou o local acompanhado da primeira-dama e secretária de Ações Institucionais e Comunicação, Tatyane Lima e secretários municipais, entre eles o de Meio Ambiente, Luiz Renato Vergara, que usou pela primeira vez um decibelímetro – um medidor de pressão sonora –. O teste de som foi autorizado pela Justiça que enviou um oficial de justiça para acompanhar a simulação sonora. O teste foi acompanhado pelo subprocurador municipal Marcio Alvim Braga, pelos secretários de Tarce Freitas (Serviços Públicos), Luiz Felipe Leão (Obras), pelo subsecretário de Cultura e Turismo André Oliveira, vereadores, além de técnicos da Defesa Civil. A ideia do prefeito é fazer um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com a Justiça para que o projeto seja desenvolvido.

“Pretendemos transformar esse espaço no maior centro de cultura nordestina da Baixada Fluminense. No início da semana nos reunimos com representantes da associação Cultural Forró na Estação, da Procuradoria Geral, da secretaria de Cultura e Turismo, de Serviços Públicos e de Ações Institucionais e Comunicação, quando apresentamos nossa proposta para criação do centro cultural. Para o teste de som deste domingo conseguimos autorização da Justiça. Especialistas em som estão aqui para avaliação e apresentação nos próximos dias de um estudo que viabilize a volta da programação musical sem prejudicar os pacientes da casa de saúde localizada na Rua Conde de Porto Alegre e moradores do entorno” disse o prefeito Alexandre Cardoso.

Segundo o prefeito de Caxias, o projeto para o Forró da Feira poderá contar com a parceria com a iniciativa privada.  “Vamos melhorar a infraestrutura do local proporcionando melhores condições de trabalho dos barraqueiros e melhorando as condições de atendimento aos frequentadores do forró na feira”, anunciou o prefeito Alexandre Cardoso.

Na audiência com a juíza Márcia Paixão, da 7ª Vara Cível, no dia 16 de julho serão apresentados o estudo da prefeitura e detalhes do projeto de criação do Centro de Cultura Nordestina.

Iniciativa aprovada

A notícia agradou aos frequentadores do espaço nordestino e barraqueiros. Maria José da Silva, a Neném, ex-presidente da associação e fundadora do forró na feira, elogiou a iniciativa do prefeito de melhorar a estrutura do local para quem trabalha e para os frequentadores. “O prefeito Alexandre Cardoso está de parabéns. É tudo que nós queríamos depois de muitos anos de abandono” , comemorou a conhecida vendedora de carne de sol e baião de dois, que há quase duas décadas acreditou na ideia dos criadores do projeto que já atraiu grandes nomes da música nordestina e revelou muitos talentos.

A opinião é a mesma da presidente da Associação Cultural do Forró na Estação, a cearense Luciana Maria dos Santos Nascimento que trabalha no local há cinco anos. ”Adoramos a iniciativa da prefeitura por querer manter viva essa tradição”, frisou a líder dos barraqueiros.

Segundo os comerciantes,sem a música o movimento caiu cerca de 80% aos sábados e 30% aos domingos, dia de maior movimento. A queda reduziu também o número de empregos gerados nos finais de semana. Barracas que contratavam cinco pessoas hoje contam apenas com um ajudante como é o caso da Neném.

Muitos amores também surgiram nos 19 anos do Forró na Feira. Juntos há 12 anos, Pedro e Tereza se conheceram num sábado na Praça Roberto Silveira, onde o projeto ficou muitos anos. “Nesse dia chamei ela para dançar um forrozinho pé-de-serra. Ela disse que não sabia dançar direito e que era muito dura. Eu disse, eu também. Depois de muita insistência ela resolveu dançar comigo. Em seguida veio uma conversa séria acompanhado de um baião de dois e umas cervejinhas. Depois começamos a nos encontrar no forró e hoje estamos juntos”, disse o pernambucano que chegou à cidade em 1985 e gostou do anúncio feito pelo prefeito Alexandre Cardoso.


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