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Museu Vivo de São Bento

São Bento, o bairro que virou museu vivo. O primeiro Museu de Percurso da Baixada Fluminense exibe o passado e o presente da região. Ambos se fundem em uma história rica que se renova a cada dia. O espaço abriga a fazenda e a capela São Bento, sítio arqueológico que guarda a presença do homem pré-cabralino (grupo de indígenas brasileiros) aos vestígios da presença humana no tempo presente, como sambaquis, tupinambás, ocupação lusitana, resistência quilombola e novas ocupações.

É tamanho o seu valor histórico, que o IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) já reconheceu toda a área como patrimônio material de Duque de Caxias e do Estado do Rio de Janeiro. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) pode também referendar a importância histórica e cultura do Museu Vivo do São Bento ao classificá-lo como quarto do mundo nesse segmento, uma vez que há um processo de reconhecimento junto à organização.

Na antiga escola Municipal Nísia Vilela Fernandes – Rua Benjamin da Rocha Junior s/nº – funcionará a sede do Centro de Memória e Identidade, o Centro de Referência e o Arquivo Público de Duque de Caxias, tudo coordenado pela Secretaria Municipal de Educação. O centro realizará exposições de artistas plásticos, oficinas artísticas, artesanato, contação de histórias, exibição de vídeos que retratam a Baixada Fluminense, show musical e coral.

O Museu Vivo do São Bento reafirma o compromisso do governo de legitimar o esforço de inúmeros profissionais da área de cultura, apresentar o espaço à comunidade, além de valorizar o patrimônio material e imaterial de um bairro histórico e seu complexo arquitetônico.

 

Casa Grande e a Capela da Fazenda São Bento

Fachada da capela São Bento

A Fazenda São Bento, também conhecida como Iguaçu, surgiu em decorrência de doação feita pela viúva do ouvidor-mor Cristóvão Monteiro, em 1591. Ela é a mais antiga e importante fazenda localizada no município. A fazenda deu início ao processo de colonização do Vale do Rio Iguaçu.

Os monges Beneditinos construíram uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora das Candeias. No século XVIII, as terras mudaram de dono. Elas passaram para as mãos da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

A casa grande foi edificada anexa à capela, entre l754 e l757, constituindo um convento para abrigar padres em descanso ou afastados do sacerdócio. Era também sede da grande fazenda de São Bento, cuja atividade econômica baseava-se na produção de farinha de mandioca e na fabricação de tijolos. O terreno foi desapropriado em 1921 para sediar uma colônia agrícola.

Em 1993, a capela desabou e hoje, em ruínas, funciona precariamente em parte do casarão do Patronato São Bento. A casa grande e a capela da antiga Fazenda de São Bento abrange uma área de aproximadamente 100 metros de edificações.

 

APA São Bento

Espécime encontrada no parque

A área de proteção ambiental de São Bento, a primeira instituída em toda a Baixada Fluminense, com uma área de 1.033,42 hectares, foi criada pelo decreto lei nº 3.020, de 5 de junho de 1997, e está localizada no 2º distrito, São Bento.

Ela é delimitada por dois rios: Sarapuí e Iguaçu. A área de proteção segue da Avenida Presidente Kennedy até a Baía de Guanabara, passando pelo manguezal, cortada pela estrada de ferro e a rodovia Washington Luiz.

Ela tem uma área alagada com a função de absorver as enchentes e transbordamento dos rios Iguaçu e Sarapuí, com terras mais altas que abrigam a vegetação remanescente de flora e fauna da mata atlântica e uma área rica em sítios arqueológicos, conforme o cadastro do IBA (Instituto Brasileiro de Arqueologia).

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