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Ditadura militar é tema de mostra cinematográfica no Sesc Nova Iguaçu em abril

O Sesc Nova Iguaçu realizará, de 9 a 29 de abril, a mostra “Vai passar: O cinema pensando as ditaduras militares no Brasil e no Cone Sul”. Com entrada gratuita, a retrospectiva vai exibir filmes de ficção e documentários do cinema brasileiro, argentino e chileno, seguidos de debates com cineastas, historiadores, produtores, críticos e professores. O objetivo do projeto é promover uma reflexão sobre os regimes militares nos países da América do Sul e ampliar a discussão sobre os conceitos de liberdade e igualdade.

 

“Vai passar: O cinema pensando as ditaduras militares no Brasil e no Cone Sul”

Sesc Nova Iguaçu: Rua Dom Adriano Hipólito, 10, Moquetá. Tel.: 2797-3001

Grátis

 

9/4 – 19h – Abertura da Mostra

O dia que durou 21 anos. De Camillo Tavares, 77 min., 2012. 12 anos.

Este documentário mostra a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964. A ação militar que deu início à ditadura contou com a ativa participação de agências como CIA e a própria Casa Branca. Com documentos secretos e gravações originais da época, o filme mostra como os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson se organizaram para tirar o presidente João Goulart do poder e apoiar o governo do marechal Humberto Castelo Branco.

Debate com Jean Rodrigues Sales – Professor Dr. da UFRRJ (Campus Nova Iguaçu) – Pesquisador da História da Esquerda e da Ditadura Militar, e um dos Organizadores do Livro “Guerrilha e Revolução: a luta armada contra a ditadura militar no Brasil

 

10/4 – 10h, 14h e 18h30

Cidadão Boilessen. De Chaim Litewski, 92 min., 2009. 12 anos.

Através de diversos depoimentos, o documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar. Seu apoio financeiro, assim como de muitos outros empresários, ao movimento de repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi.

 

11/4 – 10h e 14h

Infância Clandestina. De Benjamin Avila, 112 min., 2001. 14 anos

Argentina, 1979. Da mesma forma que seu pai (César Troncoso), sua mãe (Natalia Oreiro) e seu querido tio Beto (Ernesto Alterio), Juan (Teo Gutiérrez Romero) leva uma vida clandestina. Fora do berço familiar ele é conhecido por outro nome, Ernesto, e precisa manter as aparências pelo bem da família, que luta contra a ditadura militar que governa o país. Tudo corre bem, até ele se apaixonar por Maria, uma colega de escola. Sonhando com voos mais altos ao seu lado, ele passa por cima das rígidas regras familiares para poder ficar mais tempo com ela.

Debate com Juan Ignacio Gonzalez – Doutorando em História da Universidade Federal Fluminense

 

12/4 – 10h e 14h

Cara ou Coroa. De Ugo Giorgetti, 98 min., 1939. 12 anos.

João Pedro (Emílio de Mello) é um diretor de teatro que está bastante atarefado com os ensaios para uma nova peça. Nas folgas do trabalho ele recebe ocasionalmente a visita de um integrante do Partido Comunista, que não compreende as opções estéticas e políticas da peça, parcialmente financiada pelo partido. Paralelamente, Getúlio (Geraldo Rodrigues) e a namorada Lilian (Júlia Ianina), ambos idealistas, decidem colaborar com a resistência à ditadura militar, abrigando dois fugitivos. Eles decidem escondê-los na casa do avô (Walmor Chagas) de Lilian, um militar da reserva.

 

14/4 – 10h, 14h

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor.

De Lúcio de Castro, 100 min., 2012. 12 anos.

Profunda investigação sobre as relações futebol e as ditaduras militares do continente sul-americano nas décadas de 60, 70 e 80 em quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Obs.: Episódios sobre o Chile e o Uruguai.

 

14/4 – 19h

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor.

De Lúcio de Castro, 100 min., 2012. 12 anos

Profunda investigação sobre as relações futebol e as ditaduras militares do continente sul-americano nas décadas de 60, 70 e 80 em quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

Obs.: Episódios sobre o Brasil e a Argentina.

Debate com Lúcio de Castro – Jornalista, Históriador e Diretor do Filme

 

15/4 – 10h, 14h e 18h30

No – Adeus, Sr. Pinochet.

De Pablo Larraín, 117 min. 12 anos.

Em 1988, o ditador chileno Augusto Pinochet, diante da pressão internacional, convoca um referendo sobre o seu mandato. Os líderes da oposição convencem o jovem publicitário René Saavedra a liderar sua campanha. Com pouquíssimos recursos e permanente vigilância dos guardas de Pinochet, Saavedra e sua equipe criam um audacioso plano para vencer a eleição e libertar seu país da opressão.

 

16/4 – 9h e 14h

O dia que durou 21 anos. De Camillo Tavares, 77 min., 2012. 12 anos.

Este documentário mostra a influência do governo dos Estados Unidos no Golpe de Estado no Brasil em 1964. A ação militar que deu início à ditadura contou com a ativa participação de agências como CIA e a própria Casa Branca. Com documentos secretos e gravações originais da época, o filme mostra como os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson se organizaram para tirar o presidente João Goulart do poder e apoiar o governo do marechal Humberto Castelo Branco.

Debate com Luiz Anselmo – Doutorando em História da Universidade Federal Fluminense; Professor no Curso de História da Universidade Cândido Mendes

 

16/4 – 19h

Cidadão Boilessen. De Chaim Litewski, 92 min., 2009. 12 anos.

Através de diversos depoimentos, o documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar. Seu apoio, assim como de muitos outros empresários, financeiro ao movimento de repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi.

Debate com Abner F. Sótenos – Professor Mestre em História da Universidade Católica de Petrópolis – Um dos autores do Livro “Espionagem, inculpações e repressão na Baixada Fluminense: a Igreja Católica e a rede de subversivos.

 

17/4 – 10h, 14h e 18h30

Diário de uma busca. De Flavia Castro, 111 min., 2011. 10 anos.

Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um suposto ex-oficial nazista, onde entrou a força. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme que decide reconstruir a história da vida e morte do homem singular que foi o seu pai. É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. As vozes imbricadas de Celso (de suas cartas) e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.

 

18/4 – 10h e 14h

A memória que me contam. De Lúcia Murat, 95min., 2012. 14 anos.

A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que se sente perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

Debate com Eleazar Diniz – Mestre em Linguística Aplicada, vários artigos sobre cinema, Autor do Livro Cinema no Brasil – Impressões; e Sérgio Fonseca – Cinéfilo, Jornalista, fundador dos Cineclubes Tempo Novo (década de 60) e Videoverso (2003).

 

19/4 – 10h e 14h

Hoje. De Tata Amaral, 87min., 2013. 12 anos.

Vera (Denise Fraga) é uma ex-militante política que recebe uma indenização do governo, em decorrência do desaparecimento do marido, vítima da repressão provocada pela ditadura militar. Com o dinheiro ela consegue comprar um apartamento próprio, além de enfim poder ser reconhecida como viúva. Só que, quando está prestes a se mudar, recebe uma visita que altera sua vida.

 

21/4 – 10h e 14h

Especial – Baixada Fluminense

1962 – O Ano do Saque. De Rodrigo Dutra e Victor Ferreira, 45min., 2014. 14 anos.

Em 1962, as forças conservadoras contra o presidente Jango criavam um clima de instabilidade no país. Além da crise política, faltavam aos brasileiros produtos elementares como o arroz, açúcar e feijão. Em meio a este cenário, aconteceu em Duque de Caxias, um dos maiores saques populares que se tem notícia na história do Brasil no século XX.

 

Tear. De Taiane Linhares, 62min., 2014. 14 anos.

Tear conta a história do Movimento Operário brasileiro durante a Ditadura Militar na década de 60. A perseguição, prisão e tortura eram práticas aplicadas também contra a classe trabalhadora. O documentário insere o pacato distrito de Santo Aleixo, no município de Magé, no agitado contexto da ditadura civil militar. Uma trama com greves, prisões e torturas, relacionadas ao golpe de 64 e ao movimento trabalhista atuante na época, reconstruída através de um mergulho íntimo e sentimental nas memórias de operários da indústria têxtil e moradores do local.

 

Quem Foi Dom Adriano? De PIBD de História da UFFRJ, 12min., 2014. Livre.

Os alunos do 6º e 9º anos da Escola Municipal Professor Osires Neves, em associação com o PIBD de História da UFFRJ (Campus Nova Iguaçu), contam nesse documentário a história de Dom Adriano Mandarino Hypólito bispo diocesano de Nova Iguaçu que lutou pelos direitos dos moradores da Baixada Fluminense durante o Regime Militar. Através do olhar dos estudantes, o espectador irá conhecer um pouco da vida dessa importante figura da história fluminense.

 

22/4 – 10h, 14h e 18h30

Infância Clandestina. De Benjamin Avila, 112 min., 2001. 14 anos

Argentina, 1979. Da mesma forma que seu pai (César Troncoso), sua mãe (Natalia Oreiro) e seu querido tio Beto (Ernesto Alterio), Juan (Teo Gutiérrez Romero) leva uma vida clandestina. Fora do berço familiar ele é conhecido por outro nome, Ernesto, e precisa manter as aparências pelo bem da família, que luta contra a ditadura militar que governa o país. Tudo corre bem, até ele se apaixonar por Maria, uma colega de escola. Sonhando com voos mais altos ao seu lado, ele passa por cima das rígidas regras familiares para poder ficar mais tempo com ela.

 

23/4 – 10h e 14h

Cara ou Coroa. De Ugo Giorgetti, 98 min., 1939. 12 anos.

São Paulo, inverno de 1971. João Pedro (Emílio de Mello) é um diretor de teatro que está bastante atarefado com os ensaios para uma nova peça. Nas folgas do trabalho ele recebe ocasionalmente a visita de um integrante do Partido Comunista, que não compreende as opções estéticas e políticas da peça, parcialmente financiada pelo partido. Paralelamente, Getúlio (Geraldo Rodrigues) e a namorada Lilian (Júlia Ianina), ambos idealistas, decidem colaborar com a resistência à ditadura militar, abrigando dois fugitivos. Eles decidem escondê-los na casa do avô (Walmor Chagas) de Lilian, um militar da reserva.

 

24/4 – 10h, 14h e 18h30

A Memória que me contam. De Lúcia Murat, 95min., 2012. 14 anos.

A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que se sente perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

 

25/4 – 10h e 14h

Diário de uma busca. De Flavia Castro, 111 min., 2011. 10 anos.

Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um suposto ex-oficial nazista, onde entrou a força. O episódio, digno de um filme de suspense, é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso e diretora do filme que decide reconstruir a história da vida e morte do homem singular que foi o seu pai. É uma viagem no tempo e na geografia: a diretora volta a Porto Alegre, Santiago, Buenos Aires, Caracas e Paris, cenários do exílio familiar, da ilusão e do fracasso de um projeto político. As vozes imbricadas de Celso (de suas cartas) e de sua filha constroem um retrato íntimo de uma relação marcada pela história e pela ausência.

 

26/4 – 10h e 14h

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor.

De Lúcio de Castro, 100 min., 2012. 12 anos.

Profunda investigação sobre as relações futebol e as ditaduras militares do continente sul-americano nas décadas de 60, 70 e 80 em quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

 

 

28/4 – 10h, 14h e 19h

No – Adeus, Sr. Pinochet. De Pablo Larraín, 117 min. 12 anos.

Em 1988, o ditador chileno Augusto Pinochet, diante da pressão internacional, convoca um referendo sobre o seu mandato. Os líderes da oposição convencem o jovem publicitário René Saavedra a liderar sua campanha. Com pouquíssimos recursos e permanente vigilância dos guardas de Pinochet, Saavedra e sua equipe criam um audacioso plano para vencer a eleição e libertar seu país da opressão.

Debate com Antonio Molina – Cineasta Cubano

 

29/4 – 10h, 14h e 19h

Hoje. De Tata Amaral, 87min., 2013. 12 anos.

Vera (Denise Fraga) é uma ex-militante política que recebe uma indenização do governo, em decorrência do desaparecimento do marido, vítima da repressão provocada pela ditadura militar. Com o dinheiro ela consegue comprar um apartamento próprio, além de enfim poder ser reconhecida como viúva. Só que, quando está prestes a se mudar, recebe uma visita que altera sua vida.

Debate com Daniel Schenker – Crítico de Cinema

 

21/4 – 9h, 14h e 19h – Encerramento da Mostra

Especial – Baixada Fluminense

1962 O Ano do Saque. De Rodrigo Dutra e Victor Ferreira, 45min., 2014. 14 anos.

Em 1962 as forças conservadoras contra o presidente Jango criavam um clima instabilidade no país. Além da crise política faltava aos brasileiros produtos elementares como o arroz, açúcar e feijão. Em meio a este cenário aconteceu, principalmente em Duque de Caxias, um dos maiores saques populares que se tem notícia na história do Brasil no século XX.

 

Tear. De Taiane Linhares, 62min., 2014. 14 anos.

Tear conta a história do Movimento Operário brasileiro durante a Ditadura Militar na década de 60. A perseguição, prisão e tortura eram práticas aplicadas também contra a classe trabalhadora, mas infelizmente o seu drama foi esquecido pela filmografia brasileira dedicada a esse tema. O documentário “Tear” insere o pacato distrito de Santo Aleixo, cidade de Magé, Baixada Fluminense, RJ, no agitado contexto da ditadura civil militar. Uma trama com greves, prisões e torturas, relacionadas ao golpe de 64 e ao movimento trabalhista atuante na época, reconstruída através de um mergulho íntimo e sentimental nas memórias de operários da indústria têxtil e moradores do local.

 

Quem Foi Dom Adriano? De PIBD de História da UFFRJ, 12min., 2014. Livre.

Os alunos do 6º e 9º anos da Escola Municipal Professor Osires Neves, em associação com o PIBD de História da UFFRJ (Campus Nova Iguaçu) contam nesse documentário a história de Dom Adriano Mandarino Hypólito bispo diocesano de Nova Iguaçu que lutou pelos direitos dos moradores da Baixada Fluminense durante o Regime Militar. Através do olhar dos estudantes, o espectador irá conhecer um pouco da vida dessa importante figura da história fluminense.

Debate com: Allofs Batista – Mestre em História; Rodrigo Dutra – Diretor do Filme 1962 O Ano do Saque; Felipe Ribeiro – Produção do Filme Tear; e Antonio Lacerda – Historiador.


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